sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Eletricista morre durante serviço de manutenção na rede elétrica, em Macapá

Márcio Aurélio era eletricista experiente
O eletricista de uma empresa terceirizada da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) Marcio Aurélio dos Santos, de 39 anos, morreu eletrocutado na noite desta quinta-feira (27/08) enquanto efetuava serviços de manutenção emergencial na rede elétrica. O fato ocorreu na Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd, em frente ao Quartel 34º BIS, no bairro Santa Rita. 

Segundo informações, Márcio encontrava-se no topo do poste quando foi atingido pelo retorno de uma descarga elétrica. O eletricista teria solicitado para que o setor de Operações da CEA desligasse o trecho onde o mesmo iria trabalhar. 

Ainda de acordo com relatos postados nas redes sociais, o fornecimento de energia elétrica teria sido desligado provisoriamente e de maneira inesperada teria sido retomado momentos depois, quando na ocasião o eletricista estaria fazendo os serviços necessários na rede de distribuição, vindo a causar a morte instantânea do trabalhador que estava diante da rede energizada. 

O Corpo de Bombeiros foi acionado para retirar o corpo do eletricista da rede elétrica. A estatal elétrica no Amapá (CEA) informou em Nota que tomará providências sobre a quema compete tal responsabilidade.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O trio de “Chalés” que encanta e desperta curiosidades em Santana

Moradia no estilo "chalé" chamam curiosidade de
diversas pessoas que passam pelo local.
Aqueles usuários (pedestres ou condutores em veículos) que trafegam diariamente pela Rodovia Salvador Diniz – tanto indo para o distrito do Igarapé da Fortaleza, ou retornando – não deixam de olhar de forma curiosa para um terreno localizado na beira desta rodovia, onde nele estão construída três (03) edificações em formato de “chalés”, todas seguindo o mesmo padrão arquitetônico e o mesmo estilo de pintura. 

Há quem dissesse que essas moradias seguem um estilo regional que é bastante visto no sul do país. 

“Parece que o dono (dos “chalés”) nasceu ou morava no sul do país e decidiu construir algumas casinhas aqui no Amapá para matar a saudade da sua terra natal”, assim pressupõe a acadêmica do curso de Arquitetura e Urbanismo Elisângela Rodrigues, que passa diariamente de ônibus pelo local, e não contém a atenção de observar aquelas edificações. 

Porém, os motivos do surgimento dessas excêntricas moradias em Santana vieram de maneira indenizatória, assim nos contou a proprietária dos imóveis, a servidora Ilma dos Santos. 

“Como eu tinha uma sociedade com outra pessoa, onde mantínhamos uma empresa de construção civil, desfizemos a firma e essas casas ficaram pra mim como a parte do acordo”, disse. 

Segundo Ilma, sua ex-sócia gostava de casas com estilo colonial e diferente daquelas que são geralmente construídas no Norte do Brasil, e isso teria motivado a mesma a construir o primeiro “chalé” naquele local há quase duas décadas atrás. “Como ela gostava de descansar em um lugar mais arejado e ventilado, fez uma casa como local de descanso nos finais de semana e depois levantou outras duas para seguir o mesmo padrão no mesmo terreno”. 

Acomodações
Quem observa pelo lado externo, acha que os “chalés” são pequenos para servirem como moradia familiar. Puro engano. 

Distribuídos em 24m² (sendo 4m de largura e 6m de comprimento) em cada casebre construído, as moradias possuem os sistemas derivados de água e energia elétrica, assim como banheiros próprios e rede coletora sanitária, havendo até instalações condicionais para centrais de ar (de até 7.500 BTU’s monofásica). 

“Elas (as moradias) são mais adaptadas para casais que ainda não tem filhos e estejam iniciando o relacionamento, até por que o espaço é adequado para uma família pequena. Mas em compensação é bem ventilado para quem gosta de descansar”, disse dona Ilma. 

Localizadas no cruzamento da Travessa 19 do bairro Provedor I, dois desses três “chalés” estão para aluguel de pessoas interessadas, bastando apenas entrar em contato com a proprietária pelo celular 99156-7826. O valor do aluguel fica em torno de R$ 350 mensais, com custo extra no consumo de energia elétrica.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Sem ambulância, vítima de acidente de trânsito é levada sob tábua de assento paroquial

Vítima foi levada em cima de uma tábua de assento
No final da tarde desta quarta-feira (26/08), agentes da Polícia Militar do Amapá e da (STTrans) foram acionados para atender vários chamados referente a um acidente de trânsito ocorrido no cruzamento da Avenida Castro Alves com a Rua Everaldo Vasconcellos, no bairro Fonte Nova. 

Ao chegarem no local, constatou-se que um veículo modelo Fiat havia avançado a preferencial – que fica de esquina com a Paróquia de São Pio de Peltrecina – vindo a atingir uma moto que estava sendo conduzida por Maria Ivone Martins, levando sua condutora a sofrer várias lesões corporais, vindo a ser jogada em via asfáltica. 

Populares tiveram que providenciar uma forma de
colocar a vítima dentro de carro particular
O acidente chamou a atenção de dezenas de pessoas que passavam na ocasião pelo local, e que procuraram prestar todo auxílio ao fato. 

No entanto, o principal meio de socorro público que estava sendo constantemente acionado não compareceu, ou seja, várias tentativas de contato foram sendo feitas para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e até mesmo para o Corpo de Bombeiro, com o propósito de buscar um atendimento emergencial. 

“Todos que pararam no local para ajudar a vítima, ligavam a todo momento para o SAMU e eles apenas diziam que não tinham ambulâncias para atender e que tínhamos que ligar para os Bombeiros”, contou a doméstica Dolores Maria, que ainda ligou para o Corpo de Bombeiros, onde também recebeu a mesma resposta: não havia viaturas disponíveis para o atendimento. 

Rua foi interditada pelo STTrans devido acidente
Demora no atendimento
Ainda de acordo com pessoas que prestavam ajuda no local do acidente, a vítima foi jogada ao chão por quase 50 minutos, sentindo várias dores pelo corpo, em virtude do chão asfáltico estar quente. 

“Ainda colocaram um guarda-chuva para evitar que o sol desse no rosto dela, mas o chão estava horrível de quente”, disse a estudante Marleide Soares. 

Mesmo efetuando inúmeras tentativas, o serviço de ambulâncias não compareceu ao local, ficando sob a decisão dos populares de tomarem a iniciativa de acomodar e levarem a vítima ao pronto-socorro. 

Populares providenciaram um guarda-chuva para
evitar que sol ficasse atingindo a vítima no chão
“Pedimos o apoio dos policiais de trânsito (STTrans) para levar a vítima na carroceria da caminhonete deles, mas alegaram que não podiam fazer isso por não ser de competência deles”, comentou o autônomo Francisco Maciel, que ainda chegou a conversar com os agentes de trânsito da Prefeitura de Santana sobre a necessidade emergencial de levar a vítima. “Eles (do STTrans) ainda fizeram a parte deles, mas nem os Bombeiros apareceram. Disseram pelo telefone que o Estado está quebrado”. 

Tábua de assento
Não tendo como mobilizarem a vítima, de forma que pudessem leva-la o quanto antes para o Pronto-socorro do município, populares tiveram que providenciar um meio nada confortável para manter a vítima em estado imóvel: foram até às dependências da Paróquia de São Pio de Peltrecina, onde conseguiram uma larga tábua que servia de assento dos bancos da referida paróquia. 

Vídeo mostra vítima sendo levada emcima de tábua
de assento retirado da Paróquia São Pio Peltrecina
“Não seria correto deixar que ela (a vítima) ficasse por muito tempo no chão, e se dependesse da ambulância do SAMU, ela podia morrer ali que não ia chegar nenhuma ambulância”, falou a estudante Marleide, que ainda ajudou a colocar a vítima nos bancos traseiros de um carro particular que se prontificou de leva-la ao Hospital de Santana. 

O condutor do citado Fiat, de Placa NER-1129, não informou seu nome, trabalha em uma conhecida farmácia da cidade, e estava seguindo de retorno para sua residência quando se envolveu no acidente. 

O local do ocorrido ainda foi interditado pelos agentes de trânsito, enquanto que a Polícia Militar efetuou os registros do fato. 

O blog entrou em contato com o Disk Emergência 193 (Corpo de Bombeiros) para buscar esclarecimentos sobre o fato, e apenas nos informaram que compete à assessoria de comunicação da Companhia emitir qualquer nota que explique sobre seus modos de atendimento.

Cidade portuária já começa a viver “trânsito de pico”

Vários cruzamentos de Santana já sofrem com
os "horários de pico" de carros e motos.
O município de Santana não seria diferente das demais cidades metropolitanas, bastando apenas comparar com a capital amapaense (Macapá), que já vive um trânsito caótico nos denominados “horários de pico”, que são aqueles horários do dia considerados mais intensos por veículos de diversos portes (carros, carretas, motos, etc). 

Especialistas do trânsito apontam que os horários da manhã e do início da noite são os “picos” mais movimentados pela população, em virtude da entrada no local de trabalho e para o retorno às suas residências. 

“Tem pessoas que se preocupam com o horário de entrada no trabalho e com o deslocamento para a faculdade, que geralmente é atribuída para o horário da noite. É nesses horários que o trânsito se torna engarrafado”, explicou o agente de trânsito Geraldo Bentes. 

O agente ainda comentou que a falta de uma política direta voltada para essa área, acaba deixando com que o tráfego público continue se alarmando. “Como aqui no Amapá ainda não existe um setor que desenvolva uma engenharia de trânsito adequada, a situação do trânsito só vai piorando”. 


Campanhas dos órgãos estaduais e municipais
visam reduzir os índices de acidentes no trânsito
Melhorias
Apesar de não haver um plano fixo para o setor – como afirmou acima o agente de trânsito Geraldo Bentes – diversos trabalhos de melhorias são constantemente realizados pelos órgãos estaduais e municipais de trânsito no Amapá. 

Um exemplo é o que vem sendo semanalmente aplicados por fiscais e agentes da Superintendência de Transport e Trânsito de Santana (STTrans), que buscam melhorar os serviços de sinalização vertical e horizontal do município, assim como também realizam campanhas educacionais em escolas públicas e instituições diversificadas, todos com o propósito de alertar para os cuidados com o trânsito amapaense. 

“Estamos agora apenas aguardando uma posição da Companhia de Trânsito de Macapá (CTMac) para implantar os novos semáforos na cidade de Santana como forma de controlar o trânsito da cidade”, disse Alexandre Soares, diretor de tráfego da STTrans, sobre a instalação imediata de pelo menos cinco (05) semáforos em locais estratégicos da cidade.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Nota de Esclarecimento do Blog

Matéria sobre "Escola Protótipo" repercutiu
Venho através desta página virtual de informações e notícias sobre o município de Santana, esclarecer alguns pontos que foram descritos na matéria postada ontem (24/08) sobre a denominada “Escola Protótipo” que estava sendo construída no distrito portuário do Elesbão, na qual alguns moradores que residem naquela humilde e respeitada localidade ribeirinha da nossa cidade publicaram pelas redes sociais inúmeras críticas e até difamações sobre o texto postado, onde alegam que vários fatos ali citados não coincidem com a veracidade da instituição. 

Por isso descrevo abaixo os seguintes esclarecimentos: 

1º – A matéria sobre essa questão da construção inacabada dessa importante obra, tanto para o distrito do Elesbão (município de Santana) como para o restante do Amapá me foi enviada por diversas vezes através de e-mails como pauta de sugestão desde o início do ano e mais recentemente voltou a ser solicitada por pessoas que justamente residem neste distrito. Foram pedidos feitos até nas redes sociais, e com isso me interessei em buscar as informações necessárias para o início da matéria. 

2º – O primeiro passo que tomei para preparar a pauta dessa matéria foi entrar em contato com as secretarias estaduais que estão diretamente envolvidas na situação pendente (Educação e Infraestrutura), na qual esses dois órgãos passaram poucas informações que assim poderia considerar oficiais para a matéria, já que elas diziam ainda estarem levantando dados institucionais de seus setores desde o início da transição governamental (e olhe que já se passaram oito meses que o novo governador assumiu!). 

3º – As poucas informações sobre essa obra me foram repassadas através de declarações verbais de funcionários da Secretaria de Estado da Educação (Seed) que acompanharam o andamento do processo licitatório da obra, sendo que um departamento da Seed (NIOE) ainda me informou que nem mesmo a transferência institucional não foi formalmente documentada, o que acaba dificultando mais ainda os objetivos daqueles que desejam publicamente tomar conhecimento de obras como essa. 

4º – Ainda de acordo com os órgãos estaduais (Educação e Infraestrutura), o projeto que estava sendo discutido pelo Poder Público Estadual (Governo do Amapá) intencionava que o prédio em questão fosse totalmente construído e adaptado para oferecer cursos técnicos e especializados, tanto que as plantas da obra já identificavam a divisão de salas projetadas para funcionar como laboratórios e oficinas. 

5º – Foram colhidos quatro (04) depoimentos que preencheram a matéria, na qual considerei apenas essenciais para explanar a situação de um projeto educacional que acredito muito que teria dado certo se tivesse seguido seus verdadeiros propósitos: todos os entrevistados diziam que residiam há mais de uma década no distrito do Elesbão, o que acaba fortalecendo a veracidade das informações aqui postadas. 

6º – Em relação ao nome do Senhor Raimundo Souza (ou Raimundinho do Delta), considerado um respeitado e bastante conhecido líder comunitário em Santana, me concedeu um depoimento (via celular) há pouco mais de 15 dias onde explicou sobre os diversos problemas dos distritos do Elesbão e Delta do Matapí, onde devo apenas nesse ponto reconhecer que ele é na verdade uma pessoa mais influente na localidade do Delta do Matapí, mas que, segundo moradores dessas localidades, também contribui para as melhorias de vários lugares adjacentes. 

7º – Sobre essa questão do pó de minério que constantemente atinge as áreas internas dessa “escola inacabada”, tanto a sociedade amapaense como o próprio Poder Judiciário já se manifestaram inúmeras vezes em prol de resolver de vez tal problema, mas de acordo com uma Nota Pública que me foi enviada pela Ascom/TJAP, a própria localização física da entidade não favorece meios que possam eliminar esse problema, o que podemos considerar um ponto negativo que possivelmente ainda vai prosperar reclamações populares. 

8º – Foram enviados quatro (04) e-mails para a mineradora Zamin Amapá entre os dias 02 e 10 de agosto de 2015, onde solicitei explicações sobre essa situação do pó de minério que atinge a entidade, mas não obtive respostas. 

9º – Pelo mesmo meio de contato (e-mail) e por telefone, tentei retorno com a atual diretoria da Escola Estadual Alberto Santos Dumont, mas também não houve êxito. 

10º – Quando a matéria se refere que a obra foi iniciada na gestão do então governador Camilo Capiberibe, está baseado justamente nas poucas informações que os órgãos estaduais puderam me conceder, e através de fontes jornalísticas ainda mantidas na Internet. 

11º – De acordo com um documento arquivado na Seinf (Secretaria de Estado de Infraestrutura) – Ofício nº 095/2013-GAB, a obra relacionada como “Escola Protótipo” ainda não oferecia condições físicas para receber qualquer Corpo Docente por ainda está em fase de construção e adaptação, e não ter tido qualquer aval da Defesa Civil do Estado. 

12º – Sobre a questão de haver outras escolas (estaduais e municipais) no distrito do Elesbão, que também estão em péssimas condições de funcionamento, devo informar que já havia tomado conhecimento desses fatos e que estou preparando uma matéria sobre essas situações, não havendo minha pessoa qualquer vínculo profissional ou pessoal que me façam evitar repassar a realidade desses acontecimentos. 

Contudo, espero ter esclarecido alguns pontos em relação à matéria aqui discutida, onde continuo respeitando as opiniões daqueles que também contribuem para uma sociedade mais digna e organizada, e agradeço pela atenção por saber que minhas postagens vão atingindo propósitos maiores que imagino. 

Desde já, deixo meus contatos para sugestões e críticas assim como essa que foram expostas. 

Muito obrigado, 

E-mail: santana.amapa@bol.com.br  (Contato: 99114-7506)

Emanoel Jordânio – Blogueiro.

Zamin ainda não contestou sobre multa ambiental de R$ 6 milhões

Zamin: multa de R$ 6 milhões por crime ambiental
Segundo informações internas da empresa Zamin Mineração, até o final da tarde desta segunda-feira (24/08), a mesma ainda não havia contestado judicialmente sobre a multa de R$ 6 milhões que lhe foi aplicada no último dia 18 de agosto pelo Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Estado do Amapá (Imap). 

A multa é referente aos recentes desmoronamentos de minérios que estão ocorrendo em seu pátio de estocagem industrial, localizado no município de Santana. 

No último dia 12 de agosto foi constatado um desmoronamento de uma extensa área onde estavam estocadas diversas toneladas de minérios de ferro, levando uma grande quantidade deste minério para dentro do Rio Amazonas, o que acabou comprometendo o referido rio. 

Além dessa poluição no Rio Amazonas, técnicos do Imap também constataram que a mineradora estaria tentando embarcar de maneira ilegal o referido minério de ferro que encontra-se estocado na área da empresa. 

Com o acúmulo desses atos infracionais acabou gerando uma multa de R$ 6 milhões aplicada pelo Imap, na qual a Zamin ainda recebeu um prazo para recorrer até o próximo dia 27 de agosto, o que ainda não foi contestada, segundo informações. 

Procurada pelo blog para se pronunciar sobre a multa, a diretoria da mineradora apenas informou que vai esperar uma posição de seu setor jurídico e emitirá uma Nota ainda essa semana.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

No Elesbão, a “Escola Padrão do Amapá” que nunca foi concluída

Projeto original da "Escola Padrão" não foi feito,
conforme planejou o Governo do Amapá.
Quem sai dos limites urbanos de Santana com destino à vila distrital do Elesbão, com certeza já deve ter passado por uma escola situada na beira da pista do denominado Ramal da Olaria, por onde também passam dezenas de pessoas que seguem, tanto para o trabalho como estudantes que frequentam aquela instituição. 

Pelo lado externo, é logo possível observar que em seus traços arquitetônicos se trata de uma obra diferente de outras entidades de ensino que existem espalhadas no Estado. E realmente seria. 

O prédio começou a ser construído em meados de 2011, na gestão do então governador Camilo Capiberibe, após este visitar o distrito do Elesbão durante campanha política de 2010 e anunciar que ali seria erguida uma “Escola Protótipo”, e que se tornaria uma das entidades mais privilegiadas e conceituadas do Estado do Amapá, pois, iria oferecer diversos cursos técnicos e regionais, como Técnico em Saúde Comunitária, Técnico em Eletricidade, Engenharia Naval, Engenharia de Pesca e outros cursos. 

Ainda no primeiro ano de seu mandato, Camilo iniciou a construção da estrutura predial daquela que seria a “Escola Padrão do Amapá”, porém, segundo moradores do distrito, os primeiros entraves começaram a surgir ainda no andamento das obras, quando a Secretaria de Estado de Infraestrutura detectou falhas no projeto original de execução, onde o prédio estava sendo erguido numa área muito próxima de um deposito mineral, ou seja, ficava aos fundos da área de estocagem de minérios da empresa Anglo American. 

A falha detectada fez com que aquela obra pública ficasse parada por quase um ano e meio, sendo somente retomada após várias reivindicações da população local, o que acabou custando novos orçamentos para o Poder Governamental. 

Obra acabou sendo ocupada por outra Escola
Estadual que apresentava defeito físicos.
“Muita gente esperou que essa escola fosse funcionar do jeito que se planejou”, disse o morador Raimundo Souza, que já presidiu a Associação de Moradores do distrito do Elesbão, e acompanhou diversas reuniões com o governo, que tratou sobre a obra. “Acredito que o governo (estadual) achou muito caro esse projeto”. 

Mudança de Planos
De acordo com Raimundo Souza, os planos de colocarem um exemplo de instituição técnica em funcionamento começou a mudar quando a Escola Estadual Santos Dumont – esta também localizada no distrito do Elesbão – precisou passar por uma reforma emergencial e não tinha um local adequado para transferir seus funcionários e alunos. 

“A Escola Santos Dumont já estava caindo aos pedaços e precisava de um novo prédio. Por isso passaram todos os alunos para esse prédio que ainda estava sendo construído para funcionar como ‘Escola Protótipo’. Não tinha outra alternativa”, contou Souza. 

A transferência docente aconteceu no final de 2012 e desde então o prédio onde seria construída a tão esperada “Escola Protótipo” (ou “Escola Padrão” como muitos queriam) do Estado do Amapá acabou sendo esquecida, dando espaço para cerca de 1.200 estudantes do Ensino Fundamental e Médio que residem nos distritos do Elesbão e Delta do Matapí-mirim. 

“Nem todas as salas foram construídas a tempo e tivemos que adaptar elas do nosso jeito”, explicou o vigilante Reinaldo Bento Ferreira, que ainda concluiu o curso Supletivo no novo prédio. 

Poluição
Mesmo funcionando de maneira precária, e ainda mantendo uma outra escola em suas dependências, o ensino interno busca atender a demanda aplicada pelas outras entidades de educação do Estado. Porém, alguns estudantes ainda reclamam da poluição que ocorre nas imediações do local, onde o pó de resíduos de minérios alcançam várias áreas do prédio, vindo a causar problemas respiratórios em alunos e funcionários da entidade. 

“Quando estamos nas salas (de aula), sentimos aquele pó chegando nas paredes e no chão da escola. Se não virarmos a cara, a ventilação do ar joga esse pó nas nossas caras, e isso coça demais. É terrível”, reclamou o estudante Aldemiro Gonçalves, que ainda contou que essa questão da poluição de resíduos minerais havia acabado há tempos atrás, mas ainda vem ocorrendo esporadicamente. 

O blog Santana do Amapá tentou conversar com a atual diretoria da Escola Estadual Alberto Santos Dumont para buscar maiores detalhes dessa situação, mas apenas nos orientaram a procurar a Secretaria de Estadual da Educação (Seed), que também foi procurada, mas apenas nos informaram que a atual gestão do Executivo Estadual assumiu a pasta sem tomar conhecimento de inúmeros problemas na área, e que ainda estão apurando diversas situações pendentes, entre elas, essa das escolas estaduais inacabadas, e após concluírem os levantamentos que estão efetuando, irão repassar detalhes para a sociedade.