terça-feira, 28 de julho de 2015

Congresso Estadual comemora 25 anos da Renovação Carismática Católica no Amapá

No período de 27 a 30 de agosto de 2015 a Renovação Carismática Católica do Amapá (RCC Amapá) realiza o XI Congresso Estadual da RCC Amapá. O evento marca a comemoração dos 25 anos do Movimento Eclesial na Diocese de Macapá e acontece na Quadra da Paróquia São Benedito. 

Com o tema “Se vivemos no Espírito, andemos de acordo com o Espírito” (Livro Bíblico de Gálatas 5:25), o XI Congresso será um momento de celebrar a vida do movimento e sua existência na Igreja de Macapá. 

Os Grupos de Oração das paróquias de Macapá, Santana e Laranjal do Jari se reúnem para aprofundar a espiritualidade promovida pela RCC. Caravanas dos municípios de Porto Grande, Itaubal, Serra do Navio também devem marcar presença no XI Congresso da RCC Amapá. 

A comemoração do Jubileu de Prata representa a perseverança e o empenho missionário da Renovação Carismática na Diocese, onde desde 1990 realiza atividades de evangelização através de Grupos de Oração e Ministérios. 

Inscrição
Para participar da 11ª edição do Congresso Estadual da RCC Amapá basta entrar em contato com os Grupos de Oração nas paróquias e nas comunidades da Diocese de Macapá ou no local do evento. 

O pacote completo dá acesso a todas as atividades do congresso e alimentação (almoço), no valor de R$ 30,00 ( trinta reais). O pacote básico dá acesso as atividades do Congresso sem a alimentação (almoço), no valor de R$ 20,00. 

Confirmado o show da cantora Olívia Ferreira
Programação
Na programação, estão reservados momentos para oração, celebração eucarística, música e pregações direcionados ao tema do evento. O objetivo é aprofundar a vocação eclesial do movimento, definido pelo Papa João Paulo II como “rosto e memoria de Pentecostes”. 

Está confirmada a presença da cantora Olívia Ferreira com o show lançamento do seu mais novo álbum “ Ele é o Senhor”. A cantora do Rio de Janeiro é considerada uma das revelações da música católica no Brasil. 

O coordenador do Ministério de Intercessão da Renovação Carismática Católica do Brasil (RCC Brasil), Luiz César Martins, será o pregador oficial do evento. Está é a segunda vez que o paranaense vem ao Amapá para participar de um encontro promovido pela RCC. 

Participa também do X Congresso o bispo diocesano de Macapá, Dom Pedro José Conti,o assessor eclesiástico e pároco da Paróquia São João Piamarta, padre Valdomiro Morais, e o frei Capuchinho Eduardo Farias. 

Cronograma:
Dia 27/08 (quinta-feira): Abertura do Congresso com Grupo de Oração e Adoração ao Santíssimo Sacramento, às 19hs.

Dia 28/08 (sexta-feira): Celebração Eucarística e Show Católico (Olívia Ferreira), às 19hs.

Dia 29/08 (Sábado): Oração, Pregações, Música, Celebração Eucarística, Congressinho para as crianças, de 8hs às 17hs.

Dia 30/08 (Domingo): Oração, Pregações, Música, Celebração Eucarística (Dom Pedro Conti), Congressinho para as crianças, de 8hs às 12hs. 

Contatos
Jefferson Souza – Comissão de Comunicação e Divulgação – Fone (096) 99139-0682
Irlã Barbosa - Comissão de Comunicação e Divulgação – Fone (096) 98146-1225
Rilson Espíndola Correa – Presidente do Conselho Diocesano e Estadual da RCC Amapá e Coordenador Geral do Congresso – Fone (096) 99134-3450
Monica Torrinha – Secretária Geral da RCC Amapá – Fone (096) 9 – 8112-3023

Comissão do TJAP faz vistoria técnica no Fórum de Santana

Vistoria buscou detectar problemas no prédio
A Comissão presidida pelo diretor-geral da Justiça do Amapá, Márcio Régio Evangelista Barroso, em companhia da juíza diretora do Fórum, em exercício, Dra. Lívia Simone de Oliveira Freitas, percorreram no último final de semana, as secretarias judiciárias do Fórum santanense, assim como o plenário, os setores de arquivos, depósitos, as áreas externas e o estacionamento, com o propósito de avaliarem e corrigirem os problemas detectados. 

Com quase 20 anos de funcionamento o prédio necessita de reparos e também de estudos para melhor organizar os espaços, além de outras medidas para racionalizar as acomodações. A Comissão colheu sugestões de magistrados e serventuários e tudo foi registrado. 

Uma das providências urgentes, segundo o presidente da Comissão, será o mutirão de limpeza a se realizar na área dos jardins e área interna. 

Na oportunidade, a juíza Lívia Simone ressaltou que “a ação demonstra o olhar cuidadoso da Desembargadora Sueli Pini (presidente do Tribunal de Justiça do Amapá-TJAP) com todos, de querer melhor organizar esses órgãos. Isso manifesta que a administração está vendo, in loco, os probleminhas que enfrentamos no dia a dia e a intenção de solucioná-los”. 

Além de Santana, as vistorias já aconteceram no Tribunal de Justiça e nos Fóruns de Macapá, Mazagão e Ferreira Gomes. Nesta segunda, dia 27/07, a equipe estará no Posto Avançado do Judiciário no município de Itaubal do Piririm.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pouco conhecida, Beco da Avenida Santana mantêm um pedaço da economia local

Beco fica na Área central e tem acesso dificultoso
Quem frequenta diariamente o Centro Comercial do município de Santana, dificilmente deixa de ir à Área Portuária da cidade, um ponto onde se encontra inúmeras opções para o dia-a-dia, tanto para o uso doméstico, profissional ou de lazer. São dezenas de pontos comerciais distribuídos pela mais famosa via pública da cidade (Avenida Santana) que variam entre confecções, calcados, bebidos e artigos de utilidades. 

No trecho que começa ao lado da Praça da Bíblia (em frente ao portão de entrada da mineradora Zamin Amapá) até chegar na curva de acesso ao porto do Grego são mais de 50 estabelecimentos (entre importadoras, lojas de roupas, de ferragens e bares) que se espalham nesse limite. Porém, em paralelo à conceituada Avenida Santana, existe um pedaço de via pública que se esconde entre essas lojas diversificadas e o muro de proteção da mineradora Zamin, na qual poucas pessoas já tomaram conhecimento da existência dessa travessa que tem mais de 500 metros de extensão (ou seja, meio quilômetro) e esconde valiosas informações da história de Santana: trata-se do Beco da Avenida Santana. 

Segundo o pescador aposentado Jonas Rodrigues de Matos (conhecido na área do grego como “Seu Jojoca”), a área começou a ser parcialmente habitada no final da década de 1960, de forma de muito ilegal e ousada para a época. 

“Como a área pertencia à ICOMI (mineradora que explorou e exportou o minério de manganês do Amapá por mais de 50 anos), a diretoria liberou que as famílias usassem a área somente para construir barracas provisórias para vender mercadorias, como peixe, farinha, macaxeira e coisas assim. Era isso que quase todo mundo fazia e nunca houve problema com a ICOMI. Só foi muitos anos depois que começou as confusões”, contou o aposentado. 

Existem mais de 100 casas construídas no local
Quando Seu Jojoca se refere à confusão gerada na época, se diz sobre algo que somente veio a acontecer quase 20 anos após viverem em harmonia entre as famílias de agricultores e pescadores com a mineradora ICOMI. Ou seja, em abril de 1987, o então prefeito de Macapá autorizou que cerca de 30 feirantes armassem provisoriamente algumas barracas (em madeira) na área ao lado do muro de proteção da mineradora, sendo futuramente retirado quando a empresa necessitasse do espaço. 

Mas segundo Seu Jojoca, o acordo feito entre a Prefeitura de Macapá e os feirantes não foi claramente cumprido, gerando na época um sério desentendimento entre a diretoria da ICOMI e o Executivo Municipal. 

“O prefeito Azevedo Costa achava que tinha ficado apenas as 30 barracas levantadas, foi quando a diretoria da ICOMI o comunicou que já havia mais de 80 barracas construídas e já tinham até moradias feitas de alvenaria, o que estava proibido pela prefeitura. Aí ficou formada a confusão”, continuou o aposentado, que disse que o término da confusão só acabou após a mineradora perceber que não tinha outra alternativa a não ser deixar que os feirantes se mantivessem no local, o que acabou somente se ampliando com o passar dos anos. “Quando criariam a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, foi aparecendo as primeiras lojas e depois alguns moradores começaram a vender suas casas e surgiram essas moradas que ficam de frente para a Avenida Santana, o que acabou escondendo o nosso acesso.” 

Ainda de acordo com Seu Jojoca, o aparecimento de novas moradias que viriam a obstruir o acesso dos primeiros moradores não pôde ser judicialmente questionado, já que os feirantes que permaneceram no local não procuraram adquirir na época uma autorização definitiva da prefeitura de Macapá (ou até mesmo já da Prefeitura de Santana). “Não iria adiantar de nada brigar na justiça por algo que ainda não éramos donos de verdade. Tudo dependia da prefeitura para autorizar que ficássemos ou não”, disse. 

Acesso ao Beco fica por trás das lojas (à direita)
Somente no final do século passado (em 1999) que os primeiros lotes foram legalmente cedidos pela Prefeitura de Santana, após ser feito um mapeamento detalhado da travessa (ou beco, como muitos se referem) que já constatava a existência de quase 120 pontos (entre residenciais e comerciais) e cerca de 700 habitantes. 

Um comércio “formal e informal”
Atualmente o local, que inicia na lateral do muro da mineradora Zamin, é constituído de bares, lojas de produtos importados, de utensílios de cozinha e do lar, farmácias, e outras mais, assim como o discreto Beco da Avenida Santana, que também mantem pequenos empreendimentos que vão de oficinas mecânicas, chaveiros, relojoeiros, metalúrgicas, até aluguel de quartos coletivos e individuais, tanto para uso familiar ou para os tais “usos provisórios”. 

“Quem pensa que só existem lojas por aqui, tá enganado. Tem quartos que servem até de motel”, falou o vendedor ambulante Fernando de Souza, que, assim como outros vendedores, utilizam informalmente alguns pontos do local, na comercialização de acessórios para celulares e aparelhos eletroeletrônicos.

sábado, 25 de julho de 2015

São Tiago ou Camarão? Eis a questão

Na manhã deste sábado (25/07) duas embarcações de médio porte – daquelas que podem carregar em torno de 150 a 200 pessoas – deixaram a rampa portuária do município de Santana, no Amapá, levando centenas de pessoas que foram para o tradicional “Festival do Camarão", que ocorre anualmente no município paraense de Afuá, localizado a quase sete horas da cidade de Macapá. 

Um evento que acontece no final do mês de julho, atrai milhares pessoas de diversos lugares do Norte e do restante do Brasil. Conhecida como a “Veneza Marajoara”, já foi motivo de várias matérias jornalísticas (inclusive no programa Fantástico em 2010), onde foram apresentadas as peculiaridades e belezas da região e de seu principal cartão-postal de eventos anuais (o famoso Festival do Camarão), que impulsiona consideravelmente a economia local durante os três dias em que transcorre as festividades – começando na sexta-feira e encerrando no domingo. 

Houve quem pensasse que devido a esta crise que o país vem atravessando pudesse este “magnífico evento das Ilhas do Norte Brasileiro” sofrer algum dano em seu fluxo econômico, onde a quantidade de pessoas poderia deixar de participar do evento por conta do valor do deslocamento (viagem fluvial) e outras despesas extras. Mera especulação e intriga da oposição. 

Todas as alternativas foram sendo tomadas para que o evento atingisse seus objetivos de proporcionar os divertimentos que lhe são permitidos. Com o valor convencional da passagem fluvial (via Rio Amazonas) ao custo individual de R$ 70 reais, foi preciso alterar o atual valor e até mesmo criar promoções para conquistar o público que anualmente segue para aquela região. Já imaginou curtir uma viagem de barco pagando apenas R$ 50 para ir e voltar? Ou ficar hospedado em quartos ao valor máximo de diária de R$ 45? 

Foram meios logísticos que tiveram que ser tomados para não afetar o círculo da economia afuaense. Um dos “pacotes” que mais chamou a atenção dos interessados em querer seguir para a região vazou essa semana nas redes sociais, onde o prefeito de Afuá ofereceu até mesmo transporte gratuito para as pessoas que quiserem somente voltar na próxima segunda-feira (27). Assim até os mais santos vão querer pecar. 

E São Tiago?
Para os mais conhecedores, com certeza já devem ter ouvido falar na “festa de São Tiago”, anualmente realizada no distrito de Mazagão Velho, localizado a pouco mais de 60km da sede municipal de Mazagão Novo. 

O evento faz uma representatividade festiva sobre a batalha ocorrida em meados do século XVI entre os povos Mouros e Cristãos pela ocupação territorial do atual município mazaganense (esse situado a pouco mais de 30km da capital amapaense), onde a devoção que um dos povos temia por São Tiago, garantiria sua vitória nessa batalha. 

Porém, há quem diga que exista uma batalha bem atual que se enfrenta quando chega nesse período do ano, que é o acesso até a sede onde ocorrem as festividades. Somente para se chegar à sede de Mazagão Novo, o visitante deixa a cidade de Macapá e percorre 45 km de rodovia, tendo que enfrentar a disponibilidade de balsa fluvial que ajuda na travessia pelo Rio Matapí para assim dar continuidade pela rodovia que interliga os municípios de Santana e Mazagão. Uma viagem que chega a durar até três horas, pois, ainda é preciso seguir outros 40km (de rodovia não asfaltada) até chegar ao tão esperado destino festivo. 

Estressante e cansativo é o que muitos acabam adquirindo durante este período, mas tem suas recompensas ao serem recebidos por um povo acolhedor e amável, além de uma paisagem que nos faz perceber o quanto que somos irônicos diante de tanta beleza da “mãe-natureza”. 

Claro que assim como em Mazagão ou no Afuá (PA), os veteranos que se aventuram a conhecer novos lugares, também se encantariam com as nascentes de rios que cercam aquela região interiorana, sendo apenas duas de tantas opções que o Norte está mostrando nesta reta final do período de férias.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

30 mil amapaenses sofrem diariamente com “apagões” no Estado

"Apagão" do início dessa semana atingiu vários
bairros de Macapá e Santana.
Para alguns, esse número pode parecer um tanto exagerado, enquanto que para outros ainda é pouco se comparado aos diários “apagões” que o Estado do Amapá vem vivenciando nos últimos tempos, pois, segundo a diretoria da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), o sistema elétrico estadual já se encontra sobrecarregado – geração limitada – há um longo tempo, e vem operando precariamente para distribuir o importante produto (energia) para 13 municípios do Estado, embora que os municípios do Sul do Estado (Laranjal do Jarí e Vitória do Jarí) já estejam sendo atendidos pelo Linhão de Tucuruí (PA) há mais de dois meses, não é o mesmo privilegio que ocorre no município fronteiriço de Oiapoque, que deverá continuar operando através de geradores térmicos, devido está localizado numa área bem distante dos planos de expansão energética demarcados até então pela estatal amapaense. 

Apesar da concessionária elétrica do Amapá não divulgar publicamente seus relatórios técnicos que especifiquem claramente os reais motivos dessas constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica, não chega a ser tão difícil de levantar os números populacionais e demográficos das pessoas que lamentam diariamente pelos “serviços incompletos e de má qualidade” da empresa. 

Um exemplo bem recente aconteceu no início dessa semana, onde o município de Porto Grande – localizado há pouco mais de 100km da capital Macapá – ficou mais de 14 horas sem energia elétrica. Ou seja, o 4º maior município do Estado, com pouco mais de 20 mil habitantes (IBGE 2013) “amargou” mais da metade de um dia sem o fornecimento elétrico que é considerado uma importante ferramenta na sociedade (refrigera produtos nos comércios e mantém o funcionamento de importantes maquinários em marcenarias, açougues, padarias, postos de gasolina, etc). 

Pessoas ficaram sem direção durante o "apagão"
noturno da última segunda-feira (20/07)
No mesmo dia, parte de alguns bairros da cidade de Santana (segundo maior município amapaense) também ficaram energia elétrica por mais de 4hs, o que somaria outros mais de 25 ou 30 mil habitantes prejudicados, ultrapassando um total superior de 50 mil pessoas sem energia elétrica em apenas um dia. 

O comparativo pode ser considerado um cálculo bastante proporcional, dependendo dos locais distintos que estejam sofrendo sem energia elétrica, onde alguns bairros (tanto Macapá ou de qualquer outro município amapaense) podem ter uma quantidade relativa de moradores, mas geralmente não é inferior a 20 ou 30 mil pessoas que estejam simultaneamente passando por algum “apagão doméstico”. 

Mapa do “Apagão”
O programa jornalístico AP-TV (transmitido diariamente pela TV Amapá Canal 6) criou na semana passada o um quadro chamado “Mapa do Apagão”, onde exibe constantemente reclamações de telespectadores que residem em alguma parte do Estado do Amapá, onde relatam – ou através de vídeos produzidos ou apenas via reclamação convencional – qualquer interrupção em seu fornecimento de energia elétrica. 

Somente nos dois primeiros dias dessa semana, o quadro televisivo recebeu diversas reclamações de telespectadores de inúmeros bairros, tanto de Macapá como de Santana que, além de questionarem pelas faltas constantes de energia elétrica que vem se propagando, foram todos unanimes em um ponto: não passam menos de 90 minutos (uma hora e meia) na escuridão. Uma situação que já podemos considerar que chegou ao extremo do caos no serviço público para a sociedade amapaense. 

Mas e o Linhão de Tucuruí?
Em meio a essa turbulência que agora vem se alarmando por causa desses “apagões”, nunca se deu tanta importância na questão de interligar o Amapá ao Sistema Elétrico Nacional como vem sendo cogitado atualmente. Apesar desse assunto ter sido amplamente discutido no Estado desde 1991 (período em que o Amapá viveu um histórico racionamento no setor elétrico), o Poder Público Estadual acabou deixando de lado esse projeto com o passar dos anos, quando achava que o sistema de geração isolada do Amapá (diga-se a UHE Coaracy Nunes, em Ferreira Gomes) iria suprir a demanda energética do Estado por tempo indeterminado. 

Com os constantes "apagões", comerciantes
recorrem à compra de geradores próprios para não
perderem seus produtos congelados.
No entanto, a culpa não chega a ser diretamente considerada ao Poder Estadual (o Governo do Amapá), pois, a partir de 1995, houve uma intensa preocupação das autoridades sobre esse assunto, principalmente pelo fato de abranger e auxiliar na economia do Estado, já que a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana começava a proporcionar aspectos positivos para o Amapá, influenciando na implantação de novas empresas na região. 

O Governo Estadual – que era o acionista majoritário da CEA nessa época – buscou alternativas técnicas e administrativas para estruturar a estatal elétrica de acordo com as resoluções e determinações mantidas até então. Ou seja, assim como era desenvolvido trabalhos de expansão energética (urbana e rural), também eram efetuados estudos periódicos na demanda elétrica do sistema de geração e distribuição, numa amigável parceria que havia entre a CEA/Eletronorte e os governos Estadual/Federal. 

Um fator tão claro dessa seriedade que o Poder Estadual tinha com o setor elétrico do Amapá deixa bem claro que até o final do ano de 2014, o número de reclamações relacionadas ao sistema era esporádico, mantendo-se a nível bem considerado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Mas sabemos desde o dia 19 de janeiro desse ano – quando o Amapá viveu o primeiro dos cinco grandes “blecautes” já ocorridos somente este ano – que a CEA já não sabe o que fazer para solucionar essa questão. Tanto que a bandeira levantada pela estatal, desde o início do ano, que prega a idéia de interligar o quanto antes o Amapá com o restante do país, vendo sem lamentavelmente descartada por determinação da Justiça Federal que deu parecer favorável ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) que ainda não conseguiu concluir os trabalhos de duplicação da Rodovia Tancredo Neves em virtude de uma quantidade de postes que se encontram ao longo do trecho inicial da BR-156, que vai passando o bairro Brasil Novo até a entrada do km-21 da BR-156. 

Entre mais uma das tantas “desculpas” já divulgadas à população, a CEA agora diz que espera uma atitude da empresa responsável pelo serviço de telefonia em retirar seus cabos (cordoalhas) telefônicos do posteamento e assim repassar esse posteamento para outro local. Mas fico me perguntando umas coisas nessa situação do posteamento: a CEA não foi notificada para retirar esse posteamento há vários anos quando o projeto de duplicação da rodovia estava começando? E por quê ela não retirou no tempo determinado? Do que então serve o setor de engenharia da CEA que não atentou para esses detalhes quando o Linhão de Tucuruí fosse atravessar esse lado da pista? 

Isso são pontos que vemos como “falhas técnicas” que uma estatal comete internamente e não procura tomar providências adequadas, sendo que no final o principal sujeito que acaba realmente sendo punido e castigado é a população que, além de pagar caro por um consumo de energia elétrica, ainda tem que sofrer com a péssima qualidade de seu fornecimento.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Menor de 12 anos é assassinado na área do Ambrósio

Um garoto de apenas 12 anos foi assassinado na noite desse domingo (19/07) na comunidade do Ambrósio (também conhecida como Baixada do Ambrósio), área portuária do município de Santana. 

De acordo com a Polícia Militar, Jemerson Ferreira de Jesus estava dentro da própria casa que foi invadida por um desafeto, que disparou dois tiros, sendo que um atingiu o menor na altura da boca, e outro na região lombar. 

Policiais do 4º Batalhão da PM de Santana afirmam que apesar da pouca idade, Jemerson já tinha várias passagens pela polícia, mas que não saberiam identificar de imediato qualquer suspeito que pudesse ter cometido o ato. Até as primeiras da manhã desta segunda-feira (20) nenhum suspeito tinha sido apresentado. 

Reportagem: Paulo Rogério

domingo, 19 de julho de 2015

Conclusão de interligação com UTE Santana será em agosto

É o que (agora) prevê a diretoria da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) sobre a conclusão dos trabalhos de interligação do Estado com o sistema nacional elétrico (também denominado de Sistema de Interligação Nacional-SIN). 

O anúncio da nova data foi feito esta semana pelo presidente da estatal amapaense, Ângelo do Carmo, que vem acompanhando os serviços de extensão nas torres de transmissão (que farão a energização de 69Kv) entre as subestações de Macapá com a Usina Termelétrica (UTE) de Santana, localizada a quase 20km da capital. 

“Os trabalhos já estão com mais de 90% das etapas concluídas e esperamos fazer a interligação com Tucuruí (Hidroelétrica no Pará) antes do final do mês de agosto”, acredita o presidente da CEA, que garante à população amapaense que a futura interligação acabará com os constantes “apagões” que o Amapá vem suportando nos últimos meses.